Autoridades internacionais detectam dezenas de plataformas que simulavam investimentos com “altos retornos garantidos”, enganando milhares de vítimas pelo mundo — levantando preocupação sobre segurança de aplicações online.
Em 17 de fevereiro de 2025, a autoridade neozelandesa de mercados, Financial Markets Authority (FMA), divulgou um alerta público sobre uma rede internacional de plataformas de investimento falsas que vêm operando pela Internet e atraindo investidores com promessas de lucros elevados e rápidos.
Segundo a FMA, essas plataformas permitiam aos utilizadores “ver” um suposto crescimento dos rendimentos — exibindo gráficos e saldos fictícios — mas, quando os investidores tentavam levantar os fundos, os pedidos eram recusados e várias desculpas (como “taxas”, “impostos”, “verificações adicionais”) eram apresentadas.
Além disso, estas fraudes não se limitavam a criptomoedas ou a mercados regulados: a rede usava práticas típicas de golpes como esquemas em pirâmide / “alto rendimento” (HYIP – High‑Yield Investment Program), prometendo retornos exorbitantes sem que existisse qualquer estrutura real por trás.
Autoridades de proteção ao consumidor e supervisores de mercado — como a DECO PROteste (em Portugal) em conjunto com a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) — têm alertado para o crescimento destes esquemas de fraude digital, reforçando que é necessário verificar sempre se a plataforma é legítima antes de investir.
O caso da FMA vem na sequência de múltiplas denuncias internacionais: as plataformas falsas atraem vítimas por redes sociais, e-mail ou anúncios online — pedindo um investimento inicial relativamente pequeno para depois bloquear qualquer tentativa de retirada.
Especialistas em cibersegurança alertam que, com o uso cada vez maior de técnicas de marketing agressivo, aparências de legitimidade e até “testemunhos de sucesso” falsos, torna-se cada vez mais difícil para investidores menos experientes distinguirem uma fraude de um investimento legítimo.
Como consequência — além das perdas financeiras — há impacto psicológico, desconfiança generalizada em plataformas digitais e uma crescente demanda por regulamentação e fiscalização mais rigorosa.
Fonte: Financial Markets Authority (FMA) alerta público / Relatórios de fraude digital 2025 Financial Markets Authority+1
